Ciclos históricos e o Porto de Santos

Transatlântico alemão PFalz, atracado no Porto do Bispo. 1893

Ciclo do Açucar

Motivados pela grande exportação de rapadura pelo Porto de Santos, os engenhos de cana-de-açúcar estavam a todo vapor com a produção gerada, porém, com a crescente criação de novos engenhos na região nordeste e a proximidade dessa região em relação à Europa, há um declínio vertiginoso na movimentação de cargas.

Ciclo do Ouro

Com a descoberta de ouro no interior de Minas Gerais, o porto de Santos é acionado para a sua exportação. “Uma coisa que pouca gente sabe é que Santos teve uma casa de fundição, algo necessário ao pagamento do quinto para a Coroa Portuguesa, ou seja, 20% da produção” (Wilma Therezinha F. de Andrade). Mas, em 1706, Garcia Paes abre um novo caminho para o escoamento do mineral precioso, que passa para o porto do Rio de Janeiro.

Ciclo do Sal

Com a declaração do monopólio do sal por parte de Portugal, de 1631 a 1801, segundo o qual todo o sal consumido no Brasil deveria ser importado de Setúbal, Santos se torna uma praça de comércio intensa, com direito a revolta diante dos preços abusivos do produto no câmbio negro. Nesse período o porto fica conhecido como Porto do Sal.

Ciclo do Café – Rua XV de Novembro

Ciclo do Café

Em 1795 é registrada a primeira exportação do ouro negro através do porto. Com o aumento das pessoas com maior poder aquisitivo na Europa e nos Estados Unidos, o consumo de café cresceu exponencialmente com a criação, principalmente em Paris, de casas para o consumo da bebida. Com a construção da estrada de Ferro São Paulo Railway, apelidada de “A Inglesa”, a produção passa a ser escoada em apenas 4 horas de viagem. Todavia não só o percurso deveria ser facilitado, mas também deveria haver a criação de uma infraestrutura adequada com um porto “modernizado”.

Mapa do Café

 

 

 

 

 

 

 

Jacinto – estivador de apelido Sansão suportava em seus ombros 300kg de café – imortalizado no Museu do Café

Figura do estivador

Escrever sobre o porto de Santos e não citar as atividades da estiva é deixar uma lacuna bem grande em sua história. Esses trabalhadores incansáveis sempre tiveram lugar de destaque no embarque e no desembarque das mercadorias. Essa força braçal era medida pelas horas de produção, pois antigamente o estivador ganhava por hora; quanto mais horas trabalhasse, mais ganharia. Atualmente, é óbvio, essa realidade é diferente, além da tecnologia implantada com a modernização de máquinas. Várias lendas surgiram no cais, como a do Jacinto apelidado de Sansão, que conseguia suportar muitas sacas de café em seus ombros.

Para saber mais, veja o post do Porto de Santos

Visite a página de Santos no Portal Cidade&Cultura!

 

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