Também chamada de Igreja de Santa Maria Maior, a Sé de Lisboa é um Patrimônio Nacional de Portugal, datado do século XII. Sua construção é um marco da reconquista territorial das mãos dos mouros pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, o Conquistador. Entretanto, mesmo com o domínio islâmico em terras lusas, havia bispos, trabalhadores de Cristo e cristãos (moçárebes), que praticavam sua fé.
Em 1147, D. Afonso Henriques e cavaleiros do norte que formavam a Segunda Cruzada, cercaram o Castelo de São Jorge, também em Lisboa, e após três meses conseguiram expulsar os mouros da região. A Segunda Cruzada foi convocada pelo Papa Eugênio III, com o objetivo de reconquistar a Península Ibérica. Os Cruzados normandos, germanos, escoceses, ingleses e flamengos, partiram da cidade de Dartmouth, Inglaterra, em 1145. Depois de chegarem à cidade do Porto, tomaram Santarém e, posteriormente, Lisboa. Após a derrocada dos mouros, alguns Cruzados partiram para a Terra Santa e muitos outros permaneceram em Lisboa. Um deles foi o inglês Gilberto de Hastings, que se tornou Bispo de Lisboa.
No local da antiga mesquita, a construção da Sé de Lisboa deu-se imediatamente após a reconquista. Relíquias de São Vicente de Saragoça foram trazidas de Alarve, pelo rei Afonso, e depositadas no relicário da futura catedral. Apesar da rapidez com que foi decidida a sua construção, a Sé de Lisboa demorou quase um século para ficar pronta. No final, a Sé contava com três estilos arquitetônicos: românico, gótico e barroco, sendo o românico predominante. Essa mescla de estilos está bem demarcada nas áreas construídas. Assim sendo, o românico está evidente na fachada, no transepto e nave; o gótico está nas capelas, claustro e deambulatório (espécie de corredor que fica ao redor do altar-mor); e o barroco na capela-mor.
Por muitos séculos as igrejas católicas foram locais de sepultamento, na maioria de clérigos e de nobres. Os mais humildes eram enterrados nos terrenos ao redor das igrejas. Com o passar dos anos e, principalmente, pela falta de espaço dentro das igrejas e mesmo nos terrenos externos, os cemitérios começaram a ser utilizados. No caso da Sé de Lisboa, além dos clérigos, os únicos laicos enterrados são o Rei D. Afonso IV e sua esposa D. Beatriz.
Uma das experiências mais assustadoras vividas em Lisboa foi o famigerado terremoto, seguido por um maremoto que dizimou a capital portuguesa. Basicamente, tudo que estava de pé ruiu no dia de Todos os Santos, em 1° de novembro de 1755.
Assim como a cidade, a Sé de Lisboa não passou incólume a tanta destruição. A capela-mor, o claustro, a pedra da nave e uma torre foram afetadas. Sua reconstrução se deu nos anos de 1761 e 1788.
Apesar de tantos séculos, a Sé de Lisboa continua em pé, firme e forte. Alicerçada em suas histórias, atrai o visitante que se deslumbra em todo o esplendor e, porque não dizer, em sua grandiosidade. A Sé é o exemplo da força da fé transformada em edificação. Então, quando visitamos uma igreja do porte da Sé de Lisboa, não entramos apenas uma construção gigantesca. Entramos em espaço único onde o tempo arrefeceu suas rédeas e perpetuou a glória em Deus que abençoa e transcende em toda sua magnitude!
Onde: Largo da Sé, 1100-585 – Lisboa
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